• Júlia Orige

Relato de viagem: Toledo


Toledo foi nosso segundo destino em Espanha. A viagem de trem dura meia hora, até queriamos que fosse mais, já que foi um dos poucos momentos de descanso. Descemos na estação de Toledo e então paramos para pensar o que faríamos. Esta viagem não foi muito planejada ou organizada, a ideia era decidir na hora e se jogar na aventura. A única coisa que reservei ainda no Brasil foram os cinco primeiros dias de hostal em Madrid, que acabamos estendendo por mais dois.

Saímos de Madrid com um dia de hostal garantido no destino. Toledo é a antiga capital do Reino Visigodo e, até a conquista de Granada pelos reis católicos, da Espanha. Por ser uma cidade medieval e murada, fica no alto. Eu e a Suzi, bem espertas, querendo economizar, recusamos os ônibus para turistas e fomos a pé com nossas malinhas. Estava um sol de rachar. Levamos umas três horas para chegar ao Hostal Cisneros, que fica ao lado da catedral da cidade. Quando chegamos lá o recepcionista perguntou se havíamos ido de escadas rolantes.

Sinceramente, eu não consegui achar a escada rolante, mas você sempre pode tentar. O fator mais relevante é que há duas entradas para a cidade murada. A que eu utilizei para entrar foi a mais longe, que tem de dar uma volta para chegar, onde o google indicou. Como o Google é o meu deus, eu aceitei. Já vi que deus pode ser traiçoeiro.

Há uma entrada, por onde é mais fácil e mais rápido chegar ao centro de Toledo a partir da estação de trem. À direita da linha do comboio há um rio, de onde se pode ver o palácio. Para acessar uma das portas você deve atravessar a ponte deste rio, que por si só já é belíssima. Foi por ali que deixamos a cidade, dois dias depois.


Aqui o palácio e a ponte

O hostal era maravilhoso, quase não queríamos sair de lá. O prédio antigamente era residencia de cardeais e em cada porta havia o nome do homem que morou ali. Este tinha cafe da manhã, pago à parte, mas estava disponível. Resolvemos comer por ali mesmo.

Toledo é conhecida pela forja, pelas espadas e pela arte com ouro e prata. Vi muitas lojas explorando o tema "Senhor dos Aneis" para vender espadas dos heróis e acessórios. Eu comprei uma mini espada, já que uma em tamanho real não iria passar no aeroporto.

Exploramos o centro, as ruazinhas apertadas e a praça principal. Meu objetivo era mais "viver a cidade" que visitar museus ou algo do tipo. Em Toledo apenas entramos numa exposição de máquinas projetadas por Leonardo Da Vinci, o que não valeu muito a pena, para falar a verdade. Era uma exposição bem simples e não tinha nada novo ou muito interessante.

A Catedral é gigante, quase impossível de se pegar numa foto. É linda também.

Provamos o Mazapan, um doce tradicional da cidade. É bem gostoso, vale a pena comer um! E foi em Toledo que fomos parar em uma loja incrível de cosméticos. Acho que pode ser subentendido que amamos coisas de menininha, cremes, maquiagens e tudo o que tiver direito. Foi no primeiro dia de viagem em Toledo que me apareceram umas bolhas horrorosas que coçavam a vida. Não, não era catapora, eu tive mais nova e era bem diferente. Mas o que interessa é que eu estava desesperada com aquilo na pele e tava procurando qualquer coisa que pudesse aliviar. Trabalhando em cima de diversas hipóteses, eu e minha tia chegamos a conclusão que tinha algo a ver com o sol, porque só havia bolhas em lugares que pegava sol e não sairam no rosto, que era o único lugar onde eu estava passando protetor solar. Entramos numa loja de sabonetes naturais e cremes pra ver se achávamos algo que ajudasse.

Foi lá que conhecemos uma marca maravilhosa, e olha que não estou sendo paga para falar isso. É uma marca polonesa de cosméticos, Ziaja. Comprei só uns sabonetes pra ver se melhorava, com rosa mosqueta pra cicatrizar e tal. E a dona da loja nos deu várias amostras grátis dos produtos. Resultado? No resto da viagem ficamos caçando lojas que vendiam essa marca para podermos comprar os cremes das amostras. Eles são realmente muito bons e conseguiram recuperar até minha pele cheia de bolhas, que depois de chegar aqui eu fui descobrir que era uma bactéria aleatória que eu devo ter pego em algum hostel. Além dos cremes comprei um batom maravilhoso da mesma marca e olha que sou chata com batons.

No último dia em que dormimos na cidade murada houve uma espécie de procissão, com padres e um monte de gente com velas.

A viagem a Toledo valeu muito a pena! Só pelas fotos que tirei já teria sido o suficiente. O hostal também foi um ponto bem importante, que além de ser super confortável, era um local histórico.


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