• Júlia Orige

Resenha "Sapiens, uma breve história da humanidade"

Atualizado: Abr 24


sapiens uma breve historia da humanidade

A essência de um livro não é apenas sua narrativa, é antes o conhecimento. Eu gosto de livros que me levam a outra dimensão e me fazem ficar sem comer ou levantar. Mas sou é apaixonada por aqueles que, em vez de me levarem para longe, me trazem para dentro da realidade. Livros que me acrescentam, que abrem alguma portinha escondida na minha mente e me trazem aquela sensação de esclarecimento.

Esses são raros de encontrar. Recentemente me deparei com um que ainda não consigo falar sobre sem soltar um “foda”. Porque para mim os livros se classificam em: horrorosos, mais ou menos, bons, maravilhosos e fodas. “Sapiens, uma breve história da humanidade” mudou minha vida. Ou quase.

Ele desencadeou uma série de reflexões construtivas. O livro é ambicioso, pretende resumir a história do homo sapiens em 400 páginas. E olha que consegue.

Ele constrói a narrativa do Homem partindo da biologia, tentando decifrar porque o homo sapiens dominou o mundo. Afinal, haviam vários outros homos, por que não eles? Ou por que uma raposa não poderia ter evoluido para ter raciocínio lógico? Como passamos de insignificantes macacos à donos do mundo?

A seleção natural não e necessáriamente ditada pelo "mais forte sobrevive". Nós somos frágeis, nascemos precisando de cuidados constantes e não temos armas como parte do corpo. Para tudo dependemos de ferramentas externas, que incorporamos quase como braços. O que haveria de ser de mim sem óculos?

O Sapiens não é o mais forte e não temos a certeza de que tenha sido o mais inteligente. Não fazemos ideia de como Neandertais ou Ergasters pensavam. Somos... diferentes. Andamos em duas pernas, nossos bebes nascem até com o crânio aberto, de tão pré-desenvolvidos que são e precisamos de mais comida para alimentar nossos cerebros grandes demais.


Pensando em comprar um Kindle? Dá uma olhada na minha resenha