• Júlia Orige

Dresden



Passamos o natal passado em Dresden, na Alemanha. A cidade é linda, foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive seus prédios históricos e a catedral da cidade. Mas, incrivelmente, hoje ela está de pé novamente, linda e formosa, pronta pra outra. Ou melhor não.

Chegamos dia 24 de dezembro, estava tudo fechado, inverno e queríamos uma ceia de natal. Em Dresden ficamos no Ibis, muito bom, bastante confortável, apenas com aquele probleminha básico de hoteis que supões que só vão receber casais: o chuveiro ficava no meio do quarto. Eu tava dividindo o quarto com meu irmão e tenho problemas com isso, não sou a mais naturalista do mundo.

Os restaurantes que conseguíamos ver estavam fechados e estávamos com fome. Resolvemos sair pra procurar nosso jantar, não poderia ter sido melhor. Andamos um pouco e encontramos uma praça, com uma igreja lindíssima e ao redor dela, dois restaurantes funcionando. Ficamos com o da esquina, muito aconchegante e surpreendentemente havia lugar. Não lembro bem o que comemos, mas não foi ruim e tampouco muito bom. Comida alemã. O melhor foi o restaurante, um ambiente quentinho no meio daquele frio, as garçonetes vestidas como se estivessemos nos anos 50 e as tortas, oh, as tortas.

Nosso natal foi quentinho, em família.

Naquele frio todo estávamos loucos para ver neve, nunca haviamos visto, a não ser meu pai. No segundo dia ficamos acordados esperando que a neve caísse, de noite. A previsão dizia que viria e esperamos, ela veio perto das duas da manhã. Neve fininha caindo do céu negro, foi lindo. No dia seguinte nos esbaldamos em tirar fotos brancas e rodar embaixo da neve que caia. Não sou grande fã do frio e sinceramente, não me empolgo a ir novamente na neve. Porém é uma experiencia e tanto.

Fiquei cinco dias, meus pais foram um dia antes para Zurique e eu fiquei para depois voltar a Lisboa. No último dia, já que estava sozinha e não tinha ido a museu nenhum na Alemanha, fui correndo pro Zwinger, onde tem uma pintura gigante de Rafael.





O lago ao redor do museu congelou. Nunca havia visto um lago congelado, nem nada que não fosse o meu frezer.

O museu era maravilhoso, fiquei lá durante um bom tempo. Depois parei num café na esquina da rua do hotel e comi dois maravilhosos pretzels, como eu sou louca por aquilo. Infelizmente nunca achei pretzels salgados em outro país que não seja a Alemanha.

Quando sai para pegar o voo de volta a Portugal estava nevando muito, na saída do hotel meu pé afundou na neve. Foi um momento e tanto, por mais idiota que seja. Foi muito bom andar de carro no meio daquela neve

, tudo branco. E muito frio, era de noite ainda.

Na Alemanha é indispensável falar inglês, claro, se souber alemão melhor. Eu não sei nem pedir pão em alemão, então fico com o inglês. Sem nenhum dos dois torna-se deveras difícil se alimentar, locomover, enfim. Já havia estado na Alemanha outra vez, em 2011, e ainda não sabia muito de inglês, foi bem complicado. Tínhamos de pedir comida por mímica, não foi muito divertido. Na verdade, pra quem ama viajar é importante aprender inglês.

As melhores coisas que fiz em Dresden foram ir ao museu, tomar chocolate quente na feira de natal e ver neve. Ah, é claro, a arquitetura é de tirar o folego, principalmente se souber que foi tudo destruído há 70 anos.








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