• Júlia Orige

Museu Arqueológico de Madrid e Museu da Biblioteca Real - relato



Entrada da Biblioteca Nacional de Madrid

Passei três dias sozinha em Madrid. Viajar sozinha é bom, porque pode-se fazer o que bem entender, mas porém contudo todavia, não há ninguém para compartilhar sua experiência ou bater fotos (tão importante quanto). Enquanto esperava minha companheira de aventuras me joguei no museu. Passei um dia todo no prédio da Biblioteca Nacional de Madrid. De um lado é o museu da biblioteca e do outro o Arqueológico. Eu gosto muito de antropologia e estava bem ansiosa para vê-lo.

O museu del libro é de graça e mostra a evolução dos livros, quais materiais já foram usados, etc. O prédio já é uma obra de arte, mas estar lá dentro e ver aqueles livros escritos à mão, desenhados e ornamentados foi demais.

A exposição permanente fala da história do livro e, consequêntemente, da imprensa.

Quando o visitei estava acontecendo uma exposição sobre a relação entre fotografia, história e construção. Ou seja, o papel dos fotógrafos na documentação da arquitetura, de tudo o que é feito. Imagina um mundo sem fotografia! Depois que foi descoberto um jeito de fazer com que a foto ficasse no papel, lá por 1832, os governantes ficaram muito interessados em documentar o seu país para a posterioridade.

Eu nunca tinha pensado nisso, hoje a fotografia é uma arte, enquanto que no começo era registro. Bater fotos serve para mil e uma coisas: investigar crimes, documentar, como memória, como registro, como um quadro na parede.

Além disso, a exposição fala também sobre a importância da fotografia para viajantes e para que eles pudessem mostrar em casa o que viram. Pra mim, viagem é mais do que ligada a fotografia, são quase uma coisa só. Eu não fotografo só pra registro, eu gosto de fazer isso, de tirar fotos cada vez melhores e transformar em arte.

Logo na entrada da exposição está este texto, que eu gostei muito:


"A história da representação da arquitetura, seja para projetá-la e construí-la, ou para deixar testemunho e memória do construído, incluindo suas ruínas, é uma das mais apaixonantes da história. Desenhos, maquetes, pinturas, estampas e fotografias tem conseguido fixar na memória os edifícios realizados e desmoronados pelo passar do tempo, sonhados, imaginários e utópicos, literários e projetados ou em processo de construção. Representações arquitetônicas da realidade, imagens do que foi construído e seus espaços, tanto interiores como urbanos, vistas panorâmicas e detalhes dos edifícios, assim como caprichos visuais e teóricos, com o nascimento em 1839 da fotografia toda elas serviram para construir uma memória quase exaustiva de lugares, edifícios, paisagens e espaços urbanos, mas também tem ajudado a projetar a arquitetura, a reconstruí-la, na sua conservação, estudo e reprodução, com fins tanto de exemplariedade e propaganda como científicos, históricos e artísticos."

Do outro lado do prédio

(tem que, realmente, dar a volta na quadra, não dá pra ir por dentro)

O museu arqueológico de Madrid conta a história da humanidade ao longo de sua exposição. A coleção é gigante e são apenas 3 euros para entrar!

Logo que entrei encontrei uma animação incrível, mostrando toda a história da Espanha. É um mapa, sobre o qual roda um filmezinho. Eu não resisti e fiz um vídeo, mas o resultado não ficou lá muito bom, eu tremo e não tinha tripé. A animação é muito boa, mostra as invasões, influências culturais e tudo o que foi muito importante para transformar a Península Ibérica no que é hoje.

Eu achei bastante interessante, acredito muito na ideia de que "o Homem é um produto do seu meio" e é ótimo ver como isso acontece na prática, por meio de uma reconstrução histórica.

Fotos do museu arqueológico:

Se puder, veja:

Eu gosto muito deste documentário da BBC sobre Homo Sapiens, ajuda a entender a evolução do homem, que é também o que o Museu Arqueológico de Madrid traz.


Você gosta de antropologia? Gostaria de ir ao museu? Quer que eu poste o vídeo que fiz?

Entre no meu projeto sobre identidade cultural, o IgualDesigual!


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