11 coisas para fazer em Joanesburgo: história, mirantes e bate-voltas
- 22 de mar.
- 9 min de leitura
Atualizado: há 10 horas
Joanesburgo não costuma recompensar quem deixa tudo para decidir na hora. A cidade funciona muito melhor quando os dias são organizados por regiões, com atrações históricas combinadas a deslocamentos curtos e passeios concentrados no período diurno. Esse desenho simples melhora bastante a experiência, reduz tempo perdido no trânsito e ajuda a enxergar camadas muito diferentes da cidade sem transformar o roteiro em maratona.
Se essa for a sua primeira viagem para Joanesburgo, eu recomendo que você foque no que realmente entrega contexto, vista, cultura e um bate-volta bem escolhido. Centro, Sandton, Soweto e algumas áreas mais tranquilas já formam um recorte forte da cidade. Acho que restaurantes, cafés e compras entram melhor como complemento do dia, nunca como eixo principal.
Como em qualquer metrópole, o seguro viagem é indispensável para evitar dores de cabeça, eu indico o Seguros Promo com o cupom QUEMVAIEQUEMFICA, que é o que eu uso em todas as minhas viagens.
11 coisas para fazer em Joanesburgo
Carlton Centre - Top of Africa
O Carlton Centre é aquele tipo de lugar que ajuda a colocar Joanesburgo em perspectiva logo no começo da viagem, porque a vista do alto mostra a dimensão urbana da cidade de um jeito muito claro. Eu indico incluir o mirante em um bloco pelo centro, chegando de Uber ou com o ônibus hop on hop off, que foi o que eu usei durante a minha viagem.
O único transporte público que eu vou te indicar aqui é o Gautrain, não recomendo que você tente andar de "ônibus" em Joanesburgo. Eles usam aquele sistema de vans bem característico e confuso, porque não tem indicações de para onde vão nem nada. Eu até tentei me informar sobre como utilizar o transporte público mas ninguém com quem eu falei deixou eu cogitar a ideia de pegar uma dessas vans. Então eu repasso o recado.
Reserve algo entre 1 e 2 horas porque ele é um shopping também e sempre vale dar uma voltinha. Tente encaixar a subida logo cedo ou no fim da tarde, quando a luz costuma favorecer mais as fotos. A entrada normalmente é paga na hora, o que ajuda em roteiros menos engessados.
Mandela Square
Mandela Square representa uma face mais moderna, organizada e previsível de Joanesburgo, o que costuma ser um alívio para quem quer equilibrar o peso histórico do roteiro com uma pausa mais leve.
Se estiver saindo de perto de uma estação do Gautrain (trem expresso urbano que liga pontos-chave da cidade e o aeroporto) vá até Sandton Station, e dali dá seguir a pé no trecho final porque é bem pertinho. A praça gira em torno da famosa estátua de Nelson Mandela e se conecta diretamente ao Sandton City - um shopping enorme, então funciona muito bem para combinar passeio, almoço e alguma compra no mesmo período.

A Mandela Square é uma praça que fica no alto, como se fosse no topo de um prédio, mas não é 100% o topo ainda porque tem mais andares. É uma louura, mas é como se fosse uma praça em cima e dentro de um shopping enorme. Por ali é bem seguro de circular!
Museu do Apartheid
O Museu do Apartheid é uma das visitas mais importantes de Joanesburgo e, sinceramente, eu não colocaria essa parada como algo secundário no roteiro, ele é provavelmente o local mais visitado da cidade. O conteúdo é forte, exige tempo e pede disposição emocional, então minha recomendação é separar um período inteiro da manhã ou da tarde para absorver a experiência sem pressa. E vai ser pesado mesmo, não tem jeito.
O ingresso pode ser comprado lá na hora, não tem necessidade de se preocupar.
Se fosse eu montando seu dia, combinaria esse passeio com Constitution Hill para criar uma linha histórica coerente e já aprender mais sobre a história da África do Sul.
4. Gold Reef City
O Gold Reef City é um complexo com casino e parque de diversões, além de hotel e uma mina de ouro - é que ele fica onde era uma mina de ouro antigamente - a Crown Mines, que operou até 1971- e hoje serve de atração turística para quem quer entender a história da mineração em Joburg.
Você pode descer 75 metros subsolo em um poço real para ver como era a extração do minério no século XIX, uma experiência para entender a riqueza e a base da economia da África do Sul. Depois do tour subterrâneo, ainda dá para ver o derramamento de ouro líquido, transformando o metal bruto em barras reluzentes bem na sua frente. O estilo do parque é todo vitoriano, simulando a Joanesburgo da época da corrida do ouro, com direito a danças típicas de mineiros com botas de borracha que são Patrimônio Cultural.
Mas também tem montanha russa, passeio de tronco, filmes 4D, roda de balão, carros de choque, comboio divertido e barco preguiçoso (eu tirei essa lista do site deles).
Se estiver viajando sem carro, reserva pelo GetYourGuide esse passeio aqui, que tem transfer incluído.
5. Constitution Hill
Constitution Hill é uma visita que aprofunda a compreensão política e social da África do Sul, é bem pesado mas vale a pena. A região de Braamfontein fica perto do centro, com acesso fácil a pé em trechos curtos, de táxi ou combinando Gautrain até Park Station com uma caminhada rápida. Eu fui com o ônibus hop on hop off.
O complexo reúne a antiga prisão Number Four, a Women’s Jail e o Old Fort, além do atual Tribunal Constitucional, e esse contraste entre repressão e democracia é justamente o que torna a experiência tão potente.
Minha sugestão é fazer tour guiado, porque alguns espaços ganham outra dimensão quando o contexto histórico é bem explicado. Eu reservaria algo entre 2 e 3 horas e manteria esse passeio no mesmo dia do Museu do Apartheid.
6. Soweto e Mandela House
Soweto não é o tipo de lugar que eu indicaria explorar sozinho na primeira visita, porque o valor do passeio está muito mais na narrativa do que em simplesmente circular pela região. A melhor decisão, na minha experiência, é entrar em um tour guiado. Acho que Joanesburgo precisa muito de tours guiados, até pela segurança do viajante.
O bairro concentra visitas fundamentais, como a Mandela House em Vilakazi Street, além das Soweto Towers e do entorno do FNB Stadium, e tudo faz mais sentido quando apresentado por alguém que conhece a história local. Eu recomendo reservar ao menos meio dia.
7. Lion & Safari Park
O Lion & Safari Park é um dos bate-voltas mais práticos para quem quer ver fauna africana sem investir tempo em um safári longo, e isso faz bastante diferença em viagens mais curtas. O trajeto de carro pela R511 norte leva em média 45 a 60 minutos a partir de Joanesburgo, e também existem transfers organizados saindo do Aeroporto O.R. Tambo, o que ajuda quem não pretende dirigir.
O parque combina observação de leões em área semi-natural, interação com girafas e trilhas de contemplação, então entrega uma experiência acessível para quem tem poucos dias no país. Minha recomendação é reservar o safári em 4x4 com antecedência, porque a lotação diária interfere bastante na qualidade do passeio.
Não é a mesma experiencia de ir para o Kruger, mas caso você vá para Joanesburgo e não tenha tempo de ir até o Kruger, pode ser uma boa opção para ver os animais. Como é um parque menor tem mais garantia de ver os animais, isso pode ser uma vantagem.
8. Jardim Botânico de Joanesburgo
O Jardim Botânico de Joanesburgo pode ser uma pausa depois de dias mais densos entre museus, centro histórico e deslocamentos urbanos. O espaço tem trilhas, lago, áreas de piquenique e coleções de plantas nativas, criando um respiro muito agradável dentro da cidade.
Saindo do centro, o acesso leva cerca de 20 minutos de carro pela M1 norte então eu indicaria esse passeio em um dia de ritmo mais leve. 1 a 2 horas já bastam para caminhar pelas trilhas principais sem correria, especialmente em uma manhã ensolarada.
9. Maboneng Precinct
Maboneng é a Joanesburgo mais criativa, mais jovem e mais ligada a arte de rua, cafés, galerias e pequenos eventos. É uma coisa mais cultural e eu fiquei lá no primeiro dia que cheguei em Joanesburgo, mas é o seguinte, eu não ficaria de novo. Não é uma região turista-friendly - ao menos não pra mim, talvez a realidade seja outra dependendo do perfil que você tenha. Eu era uma mulher viajando sozinha e todo o tempo que passei ali tinham pelo menos 3 pessoas tentando falar comigo.
Aquelas abordagens de rua mesmo, algo entre dar em cima e dar um golpe.
Não me senti nada segura ali, apesar de o bairro ser bonitinho, com graffitis e vários bares. Eu fiquei no hostel Curiocity e logo que cheguei a moça da recepção já me recomendou não sair sozinha, não andar a pé e me olhou com cara de quem tava dizendo que eu era completamente louca quando eu disse que tava viajando sozinha e que era minha primeira vez na África do Sul. Entendi como um recado de que não era lugar para turistas inexperientes.
10. Nelson Mandela Bridge
A Nelson Mandela Bridge é uma parada rápida e fotogênica dentro de um roteiro maior entre Braamfontein e Newtown. A estrutura estaiada virou um símbolo visual da cidade e rende imagens bonitas tanto de dia quanto à noite, especialmente quando a iluminação valoriza a arquitetura.
11. Sandton City Mall
Sandton City Mall não precisa ser o centro da viagem para merecer espaço no roteiro, porque ele funciona muito bem como apoio estratégico em Joanesburgo. Integrado à Mandela Square, é um shopping enorme com tudo que você precisa: supermercado, lojas, praça de alimentação.
Eu passei alguns dias hospedada ali perto, num hotel incrível que valeu muito a pena. Tive em Joanesburgo duas vezes, na primeira vez fiquei no hostel Curiocity no centro, que eu não recomendo porque não achei a região segura. E depois na segunda vez fiquei nesse hotel, o Blackbrick Sandton Two, que tem uma mini cozinha integrada inclusive.
Essa área é bem mais segura, andei a pé tranquilamente. E achei bem localizada para circular de Uber e de Gautrain. Apesar de eu ter usado pouco o trem, porque o preço do Uber ficava quase o mesmo em todas as minhas simulações e o Uber é mais confortável.
Onde ficar, carro e dinheiro em Joanesburgo
Na minha opinião, Sandton é a melhor base para quem prioriza conforto, boa rede hoteleira e acesso fácil ao Gautrain, mas o Rosebank costuma funcionar também para quem quer equilibrar mobilidade e um ambiente agradável para circular.
Eu recomendo pesquisar hospedagem com calma pelo Booking.com, porque em Joanesburgo a escolha da rua e da logística de chegada pesa tanto quanto o hotel em si. Também considero importante evitar reservas no centro feitas apenas pelo menor preço, sem avaliar bem o entorno. A cidade é perigosa, não subestime. Eu fiquei no Blackbrick Sandton Two e recomendo muito, foi um hotel impecável e gostei da localização.
Para os deslocamentos, eu não considero carro obrigatório dentro da cidade porque dá pra circular de Uber tranquilo. Mas se você vai fazer bate e voltas eu recomendo alugar um carro. Na minha viagem eu resolvi não alugar e acabei me arrependendo bastante. Deixei de fazer passeios que eu queria porque a logística sem carro seria muito ruim.
Para reserva de aluguel de carro eu sempre uso do DiscoverCars, que tem bons preços e sempre me atende bem.
Numa próxima viagem eu com certeza alugarei carro na África do Sul, principalmente em Cape Town e para fazer self safári no Kruger. Acho que no caso dos safáris vale ter as duas experiências: carro aberto tradicional com grupo e guia - pra ter informações privilegiadas e saber por onde ir pra ver os animais - e o carro alugado para ter mais liberdade.
Como levar dinheiro para África do Sul?
A África do Sul é um país muito tecnológico e quase 100% cashless. Muitos lugares nem aceitam mais dinheiro em espécie, só cartão. Eu passei 45 dias no país e não precisei de dinheiro físico nenhuma única vez. Usei meu cartão da Nomad para rigorosamente tudo e foi ótimo.
Eu até tinha sacado um pouco de dinheiro porque estava indo passar um mês no Kruger e achei que por ser uma região mais remota fosse precisar. No fim tive que me esforçar pra gastar o dinheiro vivo porque nenhum lugar queria, eles só querem pagamento em cartão, mesmo nos locais mais remotos.
Se quiser ler o post completo sobre como levar dinheiro para África do sul, tá linkado aqui.
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Veja também meu vídeo de 1 dia em Joanesburgo (foi a primeira vez que eu passei por lá, antes de ir pro Kruger fazer voluntariado).






















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