Newsletter de promoções de viagem:

  • Júlia Orige

O rolê LGBT em Florianópolis: centro leste (2022)


Sair a noite pode ser algo bem perigoso quando se é queer, principalmente se você estiver numa cidade diferente e não conhecer direito os rolês. Quando eu viajo eu tenho bastante dificuldade de sair para baladas ou bares, porque eu simplesmente não quero ir a um lugar que eu não vou me sentir pertencente. Então acabo nem saindo, apesar de amar um rolêzinho.


Se você está vindo conhecer Floripa, passear ou morar, cola aqui que eu te ajudo a encontrar o seu rolê. Se você for LGBT, ou gostar desse ambiente, claro, porque de balada hétero eu não entendo nada.


Uns anos atrás o povo LGBT costumava frequentar, no setor balada, a 1007 Floripa, que era no centro e fechou durante a pandemia, mas já anunciou que irá reabrir, o falecido Treze, que não abre mais para choro geral e a Jivago, que continua firme e forte. Durante um ou dois anos teve também o Cabaré, que era na Mauro Ramos, mas já fechou também.


Além disso rolavam também as festas da UFSC, temáticas de cada curso. Algumas festas eram bem LGBT friendly, como a Fantasiarq (arquitetura), a Amnésia (não faço ideia de qual é o curso) e a Internação (Relações Internacionais).


Com a pandemia as baladas foram fechadas e as festas da UFSC deixaram de existir, agora que estamos tendo uma reabertura e perspectivas de melhora.


Hoje o rolê LGBT principal é um só: centro. Que aparentemente passou a ser chamado de Centro Leste agora pela galera do Twitter. O que eu quero dizer com centro não é uma balada ou bar específico, são algumas ruas, onde o povo circula entre os bares e pseudobaladinhas. A maior parte do rolê é na rua mesmo, os estabelecimentos são muito pequenos para todas as pessoas e não são muito agradáveis, então a gente só se aglomera na rua mesmo.


Se estabeleceu um misto de bar e balada, tem vários por ali. Eu particularmente odeio esse formato, que é um local muito pequeno pra ser uma balada de verdade, com música alta mas não dá pra dançar direito porque tem cadeiras e é pequeno. Nem dá para conversar porque a música tá muito alta pra ouvir os outros. Mas é o que temos no momento.



O Madalena é nesse formato, o Selva e o Janelinha. Todos são legais, frequentados por jovens LGBT e alternativos, mas a estrutura não é lá essas coisas.


A Jivago permanece aberta, eu não fui lá desde o começo da pandemia, porque não é muito o meu público em específico. Quem frequenta a Jivago são mais homens na faixa dos 30 anos. A estrutura é bem boa, música costuma ser bem legal também e cobra entrada (40 ou 50 reais normalmente).


Eu recomendo que primeiro você vá para o centro, conheça umas pessoas e depois na próxima vez que sair decide se quer ir para uma balada mesmo ou algum rolê com data marcada que tenha. Às vezes tem festas específicas, como a Bateu (eletrônica), que acontece na Praia Mole, no Bar do Deca.


Leia também: Guia de praias de Florianópolis


Highlights do Centro Leste: rolê LGBT em Floripa


Gatus Rock Bar: caipirinha 10 reais

Fica na esquina da Travessa Ratcliff, é um bar simples, com uma escadaria que ofende qualquer arquiteto, drinks muito baratos e porções.


Ele fica no segundo andar, tem que subir a escada suspeita, mas vale a pena! O rolê é mais comprar bebida ali e descer pra conversar com o pessoal na rua.


Todos os bares e points gays aqui desse post estão assinalados no meu Mapa mundi de dicas de viagem. É só dar um zoom na região de Floripa que você vai ver as bandeirinhas gays. Eu sempre adiciono os locais que eu indico no mapa, ele está sempre em construção conforme eu viajo.


bar lgbt em floripa
Vista da sacada do Gatus Rock Bar - começo da noite

Madalena Bar

Um dos bares mais famosos do centro de Florianópolis, é um misto de balada e bar. No andar debaixo tem cadeiras e mesinhas, no andar de cima é mais baladinha. Tem dias que a entrada é gratuita e dias que é paga. Veja no instagram.


Selva

Outro misto de balada e bar, no andar de baixo tem mesinhas e no de cima espaço pra dançar. Esse é sempre pago pra entrar. Os ingressos desses locais custam por volta dos 10 reais.


La Kahlo / Rio's Bar

São dois bares um ao lado do outro, na Hercílio Luz. São bares mais tradicionais, de sentar nas mesinhas de plástico na rua. As mesas são espalhadas no meio da avenida, no canteiro central. Como eles são lado a lado é até dificil saber onde acabam as mesas de um e começam as do outro.


O La Kahlo é um bar feminista, dirigido por mulheres lésbicas. Por ali o ambiente é bem legal, bem tranquilo e seguro pra gente.


Fala Marquinhos

É um bar sem mesas, tem uns banquinhos só, é mais o tipo de lugar onde você vai para comprar a bebida e bebe na rua. Costuma ser usado como ponto de encontro, fica também na Travessa Ratcliff


Janelinha

É o bar/balada do centro com a estrutura mais bonitinha. São 2 andares também, com espaço de bar, pseudo baladinha e umas comidinhas. Tem preço de entrada, veja qual a programação no insta .


O mercadinho - Mercado Express

Para quem é fã da economia, tem um mercadinho que fica aberto até meia noite. Vale a pena especialmente para quem quer comprar energético, cerveja ou bebidinhas engarrafadas no geral. Sai mais barato do que comprar nos bares. Ele fica bem pertinho do Selva, também assinalado no Mapa mundi de dicas de viagem.



Atualmente esses são os rolês LGBTs principais em Florianópolis, espero que essas dicas te ajudem a ter uma noite legal! Quem sabe nos vemos por lá?


Outros conteúdos com dicas de Floripa:

Posts Relacionados

Ver tudo
Quem vai e quem fica - Marca.png

Toda sexta na sua caixa de entrada as promoções que valem a pena de verdade, sem metade do dobro. 

Até sexta!